Mas vamos por partes, espero ser coerente e justo em minhas críticas.
Comecemos pela capa que é LINDA! O fundo imita um mármore ou alguma pedra bem clara, bem bonito. No centro há um disco de hieróglifos ou o tipo de escrita descrita no livro, em letras douradas. E "Atlantis" está escrito em uma fonte verde e lisa, diferente do material dos hieroglifos. Resumindo, a capa vende um excelente produto!
Quanto à trama... Bom, não conheço o David Gibbins, mas esperava muito mais. Para mim, os mistérios mais interessantes jamais revelados são a Atlântida e o Santo Graal. Então, neste livro sobre a Atlântida, esperava informações técnicas, históricas e bastante fantasia envolvendo o mito e a civilização perdida.
Para quem não conhece nadica de nada, o mito da existência dessa cidade e civilização de avançadíssima tecnologia surgiu do um escrito do filósofo grego Platão e, desde então, acredita-se que uma civilização perdida possa, de fato, ter existido.
O que o Gibbins faz é uma grande mistureba de história egípcia, grega e de outras civilizações, dados teóricos, descobertas recentes e antigas para formar o background da trama. Até aí tudo bem, só que é uma enxurrada de informações até quase metade do livro. Então a trama não anda até este ponto.
Outro ponto falho são os personagens. Não têm carisma e ponto final. E não foram desenvolvidos durante a trama. E é uma pena.
Jack Howard, protagonista, o arqueólogo que busca Atlantis lembra um MacGyver, sabe fazer de tudo, se safa de tudo, se arrisca perigosamente e impulsivamente e sempre se dá bem no final. Tudo bem que ele é o herói da trama, mas não precisava parecer mais com um semi Deus do que com o Indiana Jones, o mais famoso arqueólogo do mundo, hehehe.