Antes de qualquer coisa a falar sobre a resenha do livro em si, gostaria de agradecer ao Schulai pela parceria. E não apenas por isso. O Leandro é um cara que sabe interagir com os leitores, com os parceiros, seja pelo twitter ou pelo MSN. Ponto pra você, cara! Que continue assim! Isso apenas abrevia o seu sucesso!
Mais uma vez, começarei falando da parte física do livro. O “Vale dos Anjos” conta com uma belíssima capa, um belo par de asas angelicais em um fundo azul/verde escuro. Mais uma vez a Novo Século caprichou na capa! O livro tem 414 páginas, mas a letra do texto se apresenta em um ótimo tamanho, bem confortável para ler e tira a sensação de que o livro seja muito grande.
“O Vale dos Anjos” conta a história de Dimítris, um grego que morre precocemente e, neste mundo, deixa a sua amada esposa. O nosso protagonista, então, parte para o julgamento que irá decidir se ficará nas Oito Prisões ou irá ao Paraíso. O anjo-guia-de-enterro Obelisco guia Dimítris até este julgamento e, neste meio tempo, ambos encontram uma fiel amizade. O grego é encaminhado ao Paraíso. Ao chegar lá, conhece a cupido Anne e juntamente com Obelisco irão viver as aventuras e desafios deste primeiro livro do Schulai.
Quanto à trama... Schulai usou de diversos elementos, desde mitologia grega até cultura japonesa para criar o seu mundo pós-vida. No começo, algumas coisas me deixaram um tanto confuso por se tratar de um mundo completamente novo, mas ao passar dos capítulos tudo fica mais coeso.
Os personagens são muito carismáticos e é muito fácil de identificar com algumas nuâncias da personalidade de fácil assimilação. No entanto, Dimítris, em alguns momentos, parece ser “perfeito” demais. Mas, acho que mais pra frente, tal perfeição fará mais sentido.
Outra coisa que senti falta foi um pouco de descrição temporal. Em alguns momentos, eu não tinha idéia se havia se passado uma semana ou um mês, mas conforme o livro evolui, esse tipo de problema ficou menos evidente, já que dá pra perceber que o Leandro melhora a sua forma de escrever e descrever ao longo do livro.
Confesso que fiquei morrendo de raiva porque o livro termina no meio de uma trama então a gente se sente agoniado para querer saber o que vai rolar! E eu e a minha ansiedade não sabemos como lidar com isso! hehehe