Antes de qualquer coisa a falar sobre a resenha do livro em si, gostaria de agradecer ao Schulai pela parceria. E não apenas por isso. O Leandro é um cara que sabe interagir com os leitores, com os parceiros, seja pelo twitter ou pelo MSN. Ponto pra você, cara! Que continue assim! Isso apenas abrevia o seu sucesso!
Mais uma vez, começarei falando da parte física do livro. O “Vale dos Anjos” conta com uma belíssima capa, um belo par de asas angelicais em um fundo azul/verde escuro. Mais uma vez a Novo Século caprichou na capa! O livro tem 414 páginas, mas a letra do texto se apresenta em um ótimo tamanho, bem confortável para ler e tira a sensação de que o livro seja muito grande.
“O Vale dos Anjos” conta a história de Dimítris, um grego que morre precocemente e, neste mundo, deixa a sua amada esposa. O nosso protagonista, então, parte para o julgamento que irá decidir se ficará nas Oito Prisões ou irá ao Paraíso. O anjo-guia-de-enterro Obelisco guia Dimítris até este julgamento e, neste meio tempo, ambos encontram uma fiel amizade. O grego é encaminhado ao Paraíso. Ao chegar lá, conhece a cupido Anne e juntamente com Obelisco irão viver as aventuras e desafios deste primeiro livro do Schulai.
Quanto à trama... Schulai usou de diversos elementos, desde mitologia grega até cultura japonesa para criar o seu mundo pós-vida. No começo, algumas coisas me deixaram um tanto confuso por se tratar de um mundo completamente novo, mas ao passar dos capítulos tudo fica mais coeso.
Os personagens são muito carismáticos e é muito fácil de identificar com algumas nuâncias da personalidade de fácil assimilação. No entanto, Dimítris, em alguns momentos, parece ser “perfeito” demais. Mas, acho que mais pra frente, tal perfeição fará mais sentido.
Outra coisa que senti falta foi um pouco de descrição temporal. Em alguns momentos, eu não tinha idéia se havia se passado uma semana ou um mês, mas conforme o livro evolui, esse tipo de problema ficou menos evidente, já que dá pra perceber que o Leandro melhora a sua forma de escrever e descrever ao longo do livro.
Confesso que fiquei morrendo de raiva porque o livro termina no meio de uma trama então a gente se sente agoniado para querer saber o que vai rolar! E eu e a minha ansiedade não sabemos como lidar com isso! hehehe
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Resenha - 1984 de George Orwell
O blog anda devagar devido à minha mudança, então eu ando me arrastando um pouco na leitura. Maaaas, eu tinha conseguido emprestado esse livro e tive que dar uma corridinha pra poder devolvê-lo antes de viajar.
Então, 1984, juntamente com “A Revolução dos Bichos” imortalizou George Orwell na literatura mundial. Bom, eu sabia da importância, mas não conhecia a obra então eu não sabia exatamente o que esperar.
1984 é uma obra profética, podemos dizer. Mas por que isso? O livro narra eventos que acontecem em 1984, sendo que ele foi escrito em 1948, sacaram?
O mundo agora está dividido em três grandes nações. Uma vive em uma suposta guerra entre a outra. Por que suposta? É aí que entra o totalitarismo da coisa. O mundo agora é controlado pelo que é chamado de Partido, que grosseiramente pode ser comparado ao Estado. E o Partido possui inúmeros ministérios e divisões que estabelecem uma política extremista e totalitária. Controlam o que está escrito nos jornais, nos livros, revistas, no que é dito sobre a tal “guerra”, controlam os pensamentos das pessoas, as vigiam constantemente... Lembranças do passado, da época que não existia o Partido não são permitidas.
Então, 1984, juntamente com “A Revolução dos Bichos” imortalizou George Orwell na literatura mundial. Bom, eu sabia da importância, mas não conhecia a obra então eu não sabia exatamente o que esperar.
“Guerra é paz
Liberdade é escravidão
Ignorância é força”
1984 é uma obra profética, podemos dizer. Mas por que isso? O livro narra eventos que acontecem em 1984, sendo que ele foi escrito em 1948, sacaram?
O mundo agora está dividido em três grandes nações. Uma vive em uma suposta guerra entre a outra. Por que suposta? É aí que entra o totalitarismo da coisa. O mundo agora é controlado pelo que é chamado de Partido, que grosseiramente pode ser comparado ao Estado. E o Partido possui inúmeros ministérios e divisões que estabelecem uma política extremista e totalitária. Controlam o que está escrito nos jornais, nos livros, revistas, no que é dito sobre a tal “guerra”, controlam os pensamentos das pessoas, as vigiam constantemente... Lembranças do passado, da época que não existia o Partido não são permitidas.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Resenha - Apátrida de Ana Paula Bergamasco
Acho que vou escrever a resenha mais difícil de todas para mim agora. Não sei por onde começar e exatamento o que escrever. ¨Apátrida¨ mexeu muito comigo... E eu já esperava por isso. Guerras mexem muito comigo, sofrimento, mutilação, injustiças mexem muito comigo...
Vou começar, como sempre, pela parte física do livro. A capa, não tenho que dizer... Acho que é a capa de livro mais linda que vi este ano... O lindíssimo olho azul, a lágrima caindo e os trilhos dos trens que levavam os prisioneiros para os campos de concentração, já nos ambientam no romance. Na conracapa, a figura de um porto e os dizeres de Auschwitz: Arbeit macht frei, que significa ¨O trabalho liberta¨. Nas orelhas, uma breve sinopse sobre o livro e uma descrição de Ana Paula Bergamasco, a autora do romance. Além disto, a rosa... Que estaria presente em diversos momentos da trama. A Editora Todas as Falas fez um excelente trabalho!
Ana Paula Bergamasco... Guardem bem este nome... De fato, espero que seu talento seja reconhecido à altura. Agradeço por ter-me enviado o livro. Esta parceria era de grande interesse para mim pois analisar um livro falando de um assunto tão delicado e que sempre foi alvo de estudo e interesse para mim.
Bom, ¨Apátrida¨ é um romance praticamente biográfico de Irena. O primeiro capítulo se inicia com o nascimento da protagonista, a mais jovem de oito irmãos. Três meninas e cinco rapazes. A vida em uma comunidade tipicamente rural era relativamente tranquila... O bosque perto de sua casa era o palco de muitas brincadeiras entre os seus irmãos e Jacob, seu amigo de infância. Todos crescem e Irena percebe que havia um algo mais em sua bela amizade com Jacob. Este era judeu, diferentemente de Irena que era católica ortodoxa. Irena sonhava com seu romance com Jacob, mas faltou-lhe coragem para expor o que sentia. Jacob então casa-se com uma bela mulher, elegante, fina e culta. A partir daí os martírios de Irena começam.
Não estar com o seu amado é algo que ela passa a carregar... Apesar do seu casamento com Rurik e sua nova vida na Bielorrússia, algo sempre faltaria para Irena, apesar de Rurik ser um bom marido. Por um tempo tudo estava calmo apesar da distância da família. Mas vamos lembrar que não demoraria muito para estourar a guerra e Irena e o marido se encontravam em uma região um tanto quanto estratégica de influência dos soviéticos.
Uma sucessão de fatos leva Irena a voltar para sua casa na região rural da Polônia. Mas os momentos de paz são escassos. A situação política vai se deteriorando aos poucos e, em pouco tempo, Irena se vê em uma Europa caótica. Rapidamente os nazistas tomam a Polônia e a perseguição, pricipalmente aos judeus, se inicia. Irena agora carrega a responsabilidade de uma promessa feita a Jacob, que acabou sendo levado para um dos guetos em Varsóvia.
Irena acaba sendo levada para o inferno do holocausto. Um campo de concentração. O maior deles. Auschwitz. Lá Irena vê que apesar do inferno em que vive, mesmo com corpos quase mortos, é salva e salva muitas vidas também. De onde apenas existe sofrimento, surge o bem personificado sobre diversas formas.
Vou começar, como sempre, pela parte física do livro. A capa, não tenho que dizer... Acho que é a capa de livro mais linda que vi este ano... O lindíssimo olho azul, a lágrima caindo e os trilhos dos trens que levavam os prisioneiros para os campos de concentração, já nos ambientam no romance. Na conracapa, a figura de um porto e os dizeres de Auschwitz: Arbeit macht frei, que significa ¨O trabalho liberta¨. Nas orelhas, uma breve sinopse sobre o livro e uma descrição de Ana Paula Bergamasco, a autora do romance. Além disto, a rosa... Que estaria presente em diversos momentos da trama. A Editora Todas as Falas fez um excelente trabalho!
Ana Paula Bergamasco... Guardem bem este nome... De fato, espero que seu talento seja reconhecido à altura. Agradeço por ter-me enviado o livro. Esta parceria era de grande interesse para mim pois analisar um livro falando de um assunto tão delicado e que sempre foi alvo de estudo e interesse para mim.
Bom, ¨Apátrida¨ é um romance praticamente biográfico de Irena. O primeiro capítulo se inicia com o nascimento da protagonista, a mais jovem de oito irmãos. Três meninas e cinco rapazes. A vida em uma comunidade tipicamente rural era relativamente tranquila... O bosque perto de sua casa era o palco de muitas brincadeiras entre os seus irmãos e Jacob, seu amigo de infância. Todos crescem e Irena percebe que havia um algo mais em sua bela amizade com Jacob. Este era judeu, diferentemente de Irena que era católica ortodoxa. Irena sonhava com seu romance com Jacob, mas faltou-lhe coragem para expor o que sentia. Jacob então casa-se com uma bela mulher, elegante, fina e culta. A partir daí os martírios de Irena começam.
Não estar com o seu amado é algo que ela passa a carregar... Apesar do seu casamento com Rurik e sua nova vida na Bielorrússia, algo sempre faltaria para Irena, apesar de Rurik ser um bom marido. Por um tempo tudo estava calmo apesar da distância da família. Mas vamos lembrar que não demoraria muito para estourar a guerra e Irena e o marido se encontravam em uma região um tanto quanto estratégica de influência dos soviéticos.
Uma sucessão de fatos leva Irena a voltar para sua casa na região rural da Polônia. Mas os momentos de paz são escassos. A situação política vai se deteriorando aos poucos e, em pouco tempo, Irena se vê em uma Europa caótica. Rapidamente os nazistas tomam a Polônia e a perseguição, pricipalmente aos judeus, se inicia. Irena agora carrega a responsabilidade de uma promessa feita a Jacob, que acabou sendo levado para um dos guetos em Varsóvia.
Irena acaba sendo levada para o inferno do holocausto. Um campo de concentração. O maior deles. Auschwitz. Lá Irena vê que apesar do inferno em que vive, mesmo com corpos quase mortos, é salva e salva muitas vidas também. De onde apenas existe sofrimento, surge o bem personificado sobre diversas formas.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Resenha - Kimaera de Helena Gomes
A resenha de hoje é sobre Kimaera -Dois Mundos, livro da nossa autora parceira Helena Gomes e gentilmente cedido pela Jambô.
A capa é bem bonita... Um guerreiro de armadura negra e uma jovem mulher de vestimenta branca em primeiro plano com os dois mundos ao fundo: o gelado e o quente. A arte está bem bonita. As orelhas falam de Helena Gomes e na contracapa uma breve sinopse. Livro é grande... 430 páginas e letra miúda, então parece até ser maior.
Mas isso não dá nem pra sentir, pois a trama é boa demais e mal dá pra sentir o tempo passando enquanto se lê...
Bom, Kimaera - Dois Mundos vai tratar de dois mundos (duh!). Mundos fisicamente diferentes, um frio, inverno rigoroso, neva... Outro quente, sol escaldante, tipicamente desértico... A conexão entre esses dois mundos parece ser fisicamente inexistente, mas irá acontecer entre os espíritos de Aleph e Ytsar.
Aleph habita o mundo gelado. É filho de uma cortesã e era um guerreiro de um dos inúmeros batalhões do tirano Goliah. Foi criado como um filho bastardo e só sabia brigar para se defender e foi assim que Aleph conseguiu crescer. O garoto conhece Zelda, uma garota que o tratou como homem e não como cachorro e desta união nasceu Liana.
Já Ytsar é uma jovem e bela escrava. Certo dia seu clã do deserto é brutalmente atacado pelo exército do tirano Chediak. Muitos morrem, mas Ytsar é poupada e levada ao reino de Chediak como escrava. O tirano, então a toma como escrava para serví-lo e acaba tornando-a sua preferida, pois se apaixona por ela. Desta união nasce Thales.
Conseguiram perceber algo de comum entre os mundos? Aleph e Ytsar meros vassalos em mundos dominados por governos tiranos...
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Resenha - Uma Fênix em Praga de Suely Buriasco
Quando eu pedi parceria à Suely, não foi por interesse direto em seu livro, confesso. Mas o perfil pessoal e profissional dela foi o que mais me chamou a atenção. Suely Buriasco é graduada em Estudos Sociais e pós-graduada em docência Superior e Meditação de Conflitos e também escreve para jornais. Eu, particularmente, me interesso muito por escritos de pessoas que lidam com psique humana e foi a partir desse meu interesse que surgiu nossa parceria a qual agradeço muito!
"Uma Fênix em Praga" vai abordar duas viagens. A da protagonista Lara à Praga, capital da República Tcheca e de Lara ao seu interior, viajando em si mesma. Duas viagens paralelas que se unem em objetivo.
Começarei, como de praxe, falando sobre a estrutura física do livro. Não é a primeira vez que digo e vou repetir que a Editora Novo Século tem feito um excelente trabalho na arte da capa de diversos livros e com este não foi diferente. A imagem da arquitetura típica daquela região do Leste Europeu já é um convite à viagem do livro. A orelha tem uma citação de um momento do livro, a outra, um breve perfil da autora e a contra capa, uma breve sinopse.
Nesta contra capa, o título da sinopse diz: "Um mergulho no universo feminino". Neste momento Suely cometeu um grande "erro", pois tudo que passa na cabeça de Lara é basicamente "unissex". As dúvidas quanto ao casamento, sua vida, amizades, amores, paixões, todos nós as temos independente se somos homens ou mulheres, jovens ou velhos.
"Uma Fênix em Praga" vai abordar duas viagens. A da protagonista Lara à Praga, capital da República Tcheca e de Lara ao seu interior, viajando em si mesma. Duas viagens paralelas que se unem em objetivo.
Começarei, como de praxe, falando sobre a estrutura física do livro. Não é a primeira vez que digo e vou repetir que a Editora Novo Século tem feito um excelente trabalho na arte da capa de diversos livros e com este não foi diferente. A imagem da arquitetura típica daquela região do Leste Europeu já é um convite à viagem do livro. A orelha tem uma citação de um momento do livro, a outra, um breve perfil da autora e a contra capa, uma breve sinopse.
Nesta contra capa, o título da sinopse diz: "Um mergulho no universo feminino". Neste momento Suely cometeu um grande "erro", pois tudo que passa na cabeça de Lara é basicamente "unissex". As dúvidas quanto ao casamento, sua vida, amizades, amores, paixões, todos nós as temos independente se somos homens ou mulheres, jovens ou velhos.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Resenha - Lerulian de Dan Albuk
Resenha mais que especial a de hoje pois trata-se de um autor novinho em folha com seu primeiro trabalho. "Lerulian 1 - A Queda da Cidade dos Homens" introduz Dan Albuk ao universo literário brasileiro.
Agora me falha a memória como eu cheguei ao Dan ou ao site de "Lerulian", mas, a princípio, o contato foi bastante amigável e logo consegui pegar seu livro para ler.
Antes de começar eu ficava me perguntando... O que seria Lerulian? Uma cidade? Uma mulher? Um feitiço? Mas não... Lerulian se trata da espada de um semideus. Em dado momento, a espada é tirada dele, dividida em duas partes e Val-Grahn, seu dono, desaparece em exílio.
Agora me falha a memória como eu cheguei ao Dan ou ao site de "Lerulian", mas, a princípio, o contato foi bastante amigável e logo consegui pegar seu livro para ler.
Antes de começar eu ficava me perguntando... O que seria Lerulian? Uma cidade? Uma mulher? Um feitiço? Mas não... Lerulian se trata da espada de um semideus. Em dado momento, a espada é tirada dele, dividida em duas partes e Val-Grahn, seu dono, desaparece em exílio.
"Uma busca desenfreada começa a procura das duas
partes de Lerulian, mas o tempo, impiedoso, varre a
memória dos homens ao longo dos séculos. A espada torna-
se uma lenda, a lenda torna-se um mito, e assim Lerulian é
esquecida e enterrada por muitos anos seguintes. "
A partir daí, conhecemos Vaan Sorg, uma rapaz normal, filho de um ferreiro que sempre ajuda seu pai na ferraria. Até aí tudo bem até que um dia Sorg chega em casa e não encontra seus pais. O jovem precisa fugir antes que seus vizinhos e toda a cidade o culpem pelo sumiço dos seus pais. Fatos sobrenaturais acontecem e Sorg encontrará o Rei da Cidade dos Homens que o colocará em uma posição delicada. O jovem precisa chegar a cidade de Gravelt e encontrar uma certa pessoa, pois um grande perigo estava espreitando a todos. Sorg, de algum modo era especial. Sem opções, o garoto parte em direção à "missão" onde encontrará Rus, que se juntará á sua jornada. Mais a frente, os dois encontram Ahranny, o índio de 1113 anos, Null e Lothar que formará um grupo com destino a Gravelt. Muitas coisas acontecem e a trama começa a se desenhar. O grupo irá enfrentar muitas dificuldades e incríveis desafios até encontrar Axel e Hélora para finalmente, se dirigirem todos ao destino final.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Resenha - O Homem que Calculava de Malba Tahan
Pensei em milhares de coisas pra escrever nessa resenha. O bom é que só tenho coisas boas para falar de "O Homem que Calculava". E lamento muito que só li esse livro agora... Queria muito que isso tivesse acontecido a dez anos atrás. Eu não gostava de matemática, sempre achei muitas coisas muito inúteis. Depois de velho, passei a ter mais maturidade e olhar melhor para os números...
Não que "O Homem que Calculava" fale apenas de números, continhas, teoremas e blá, blá, blá, não é isso, porém vai muito além.
Como de praxe, começarei falando da capa, conteúdo, etc. A capa é muito linda! Chama atenção. Um belo tom de azul nas bordas lisas. No centro, fosco, uma bela figura de homens tipicamente árabes ilustra belamente a capa. Gostei bastante, ótimo trabalho da Record.
Complementando, a estrutura do livro é muito bem organizada. Algumas expressões e nomes dignos de nota se encontram brevemente explicados em notas de rodapé e no final do livro tem um Glossário. Ou seja, a princípio, você não precisa quebrar o ritmo de leitura para se ligar nos termos, expressões e personalidades citadas ao longo do texto e isso eu acho excelente!
Outro ponto forte do livro é que está tudo estruturado em contos. E são relativamente curtos. Então quem tá procurando uma trama mega elaborada dos livros atuais, esqueça! Não é essa a temática do livro.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Resenha - Coletânea Invasão
Antes de qualquer coisa, preciso agradecer com todas as minhas forças ao Christian David que gentilmente me enviou esta coletânea por eu ter demonstrado interesse. O legal é que eu, às vezes, tenho uma atração por livros bons e foi o que rolou.
Curti muito, imensamente, pra caramba este "livrinho de contos". Superou minhas expectativas de longe.
Vou começar pela parte física do livro. Capa. A capa tem uma imagem bem legal... Uma cidade típica metropolitana, com explosões ao fundo e em primeiro plano uma nave espacial alienígena. Gostei bastante do padrão azul escuro e combinou bastante com o tema. As orelhas possuem uma "listinha" dos 24 autores selecionados e que se encontram nesta coletânea. Nesse sentido, a Giz fez um ótimo trabalho.
O que tenho a dizer sobre o livro em si é que Ademir Pascale fez um excelente trabalho reunindo os contos. Todos, sem exceção são ótimos, bem diferentes entre si, abordando diversos aspectos, humanos e alienígenas. São todos bem curtinhos, os maiores tendo 4 páginas no máximo. Alguns são tão bons que dá pra sentir aquela sensação de "Ahhhhhh pena que era tão curtinho".
Curti muito, imensamente, pra caramba este "livrinho de contos". Superou minhas expectativas de longe.
Vou começar pela parte física do livro. Capa. A capa tem uma imagem bem legal... Uma cidade típica metropolitana, com explosões ao fundo e em primeiro plano uma nave espacial alienígena. Gostei bastante do padrão azul escuro e combinou bastante com o tema. As orelhas possuem uma "listinha" dos 24 autores selecionados e que se encontram nesta coletânea. Nesse sentido, a Giz fez um ótimo trabalho.
O que tenho a dizer sobre o livro em si é que Ademir Pascale fez um excelente trabalho reunindo os contos. Todos, sem exceção são ótimos, bem diferentes entre si, abordando diversos aspectos, humanos e alienígenas. São todos bem curtinhos, os maiores tendo 4 páginas no máximo. Alguns são tão bons que dá pra sentir aquela sensação de "Ahhhhhh pena que era tão curtinho".
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Resenha - Mão Dupla
Christian havia comentado comigo que "Mão Dupla" era bem mais maduro que "O Rei e o Camaleão" e ele estava certo.
O modo de escrever se tornou mais objetivo também, a meu ver.
"Mão Dupla" já é interessante pela ambiguidade do título. Só pelo título já temos uma noção do que é abordado no livro. Tiago é uma personagem um tanto quanto comum. Um adolescente de catorze anos. Mas, ele sofre um acidente e as consequencias são bem sérias. Tiago perde a mão direita. A mão que usa para escrever, para realizar suas atividades. E por muita ironia, Tiago é estimulado a escrever um diário. Justo ele que não gostava de escrever. Nem quando tinha a mão "boa". Deste modo, seu diário trata do que muda na cabeça dele. Mais que o seu corpo. Quem são seus amigos? Como seus pais reagem? Como ele reage a isso?
O livro aborda algo que sempre foi uma fobia para mim. Mutilação, deficiência física. Eu não sei como eu iria lidar com isso e ler "Mão Dupla" serviu também não apenas para contar uma estória mas para refletir profundamente.
Por esse motivo, o livro não tem uma temática unicamente jovem, mas qualquer adulto que a leia irá encontrar reflexões, tabus, preconceitos... Irá encontrar uma sociedade que não sabe lidar com pessoas "especiais".
Mais um livro que eu recomendo.
Ah! Gostei muito da arte da capa!
Mão Dupla no Skoob
Christian David no Skoob
O modo de escrever se tornou mais objetivo também, a meu ver.
"Mão Dupla" já é interessante pela ambiguidade do título. Só pelo título já temos uma noção do que é abordado no livro. Tiago é uma personagem um tanto quanto comum. Um adolescente de catorze anos. Mas, ele sofre um acidente e as consequencias são bem sérias. Tiago perde a mão direita. A mão que usa para escrever, para realizar suas atividades. E por muita ironia, Tiago é estimulado a escrever um diário. Justo ele que não gostava de escrever. Nem quando tinha a mão "boa". Deste modo, seu diário trata do que muda na cabeça dele. Mais que o seu corpo. Quem são seus amigos? Como seus pais reagem? Como ele reage a isso?
O livro aborda algo que sempre foi uma fobia para mim. Mutilação, deficiência física. Eu não sei como eu iria lidar com isso e ler "Mão Dupla" serviu também não apenas para contar uma estória mas para refletir profundamente.
Por esse motivo, o livro não tem uma temática unicamente jovem, mas qualquer adulto que a leia irá encontrar reflexões, tabus, preconceitos... Irá encontrar uma sociedade que não sabe lidar com pessoas "especiais".
Mais um livro que eu recomendo.
Ah! Gostei muito da arte da capa!
Mão Dupla no Skoob
Christian David no Skoob
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Resenha - O Rei e o Camaleão
Começando a avaliação vamos pela estrutura do livro em si. Uma coisa que eu gostei bastante foi na orelha da capa ter um marcador destacável do mesmo material e padrão de “desenho” da capa. Legal. Gostei. Na mesma orelha da capa, uma breve sinopse dos dois “contos” narrados no livro e sem spoilers. Na outra orelha, fala-se brevemente sobre o autor, Christian e do artista Léo.
As ilustrações da capa, contra-capa e no interior do livro são de Léo (Nardo)Pereira. Pena que as gravuras do interior do livro não são coloridas como na capa e contra-capa. Uma pena mesmo.
Mas quanto aos contos:
- O Monge Rei
Um típico conto épico medieval. Um rei deposto, exilado, supostamente morto, escondido. Suas memórias voltam subitamente e o Retiro não é mais o seu lar. Precisa retomar a sua vida, seu trono e sua esposa.
“Se tudo que aprendi nesses cinco anos aqui no Retiro é verdade, há de haver justiça nesse mundo que me coloque no lugar ao qual eu pertenço!” Rei Petrus
Petrus, então, parte em busca de reaver alguns antigos aliados para poder retomar seu reino e tudo havia sido tirado dele.
- O Camaleão
“Nossa única chance de sobrevivência era nos tornarmos algo que sobrevivesse às mudanças de temperatura e relevo, e foi isso que aconteceu.” Meg Knox
“O Camaleão” irá explorar um universo futurista. Knox é um transmorfo, ou seja, é capaz de assumir a forma de outras pessoas. E essa é uma habilidade muito interessante para um agente especial de uma organização interplanetária. Knox agora tem uma missão no Planeta Zara, uma colônia terrestre que era dominada por um general ditador, mas que havia concordado em abrir espaço para um governo mais democrático e Knox estaria lá para garantir isso. Mas algumas coisas saem errado e o transmorfo irá contar com uma ajuda inesperada para colocar tudo em ordem.
Resenha - Nada Dura para Sempre
É o primeiro livro que leio de Sidney Sheldon. Só não tinha lido antes por nunca ter passado um livro dele antes nas minhas mãos.
“Nada Dura para Sempre” é um grande flashback. O livro começa em um julgamento.
”- Mas o que está acontecendo aqui? Temos três médicas vivendo juntas e trabalhando no mesmo hospital. Uma delas quase consegue fechar um hospital inteiro, a segunda mata um paciente por uma milhão de dólares, e a terceira é assassinada.”
Essas são as palavras de um promotor. O julgamento gira em torno de Paige Taylor, uma das residentes do Hospital Público Embarcadero em San Francisco. A doutora Taylor é acusada de matar um paciente. E os argumentos da promotoria tem fortes evidências para condenar Paige culpada.
No entanto a narrativa retorna para cinco anos antes, para o dia que Kate Hunter, Betty Lou “Honey” Taft e Paige Taylor ingressam no hospital como residentes.A partir daí, a narrativa aborda suas vidas no hospital e o pouco que conseguem viver fora dele.
As três protagonistas são personagens bem carismáticas. Possuem passado e uma história únicos e assim como todas as mulheres, possuem incertezas, medos, dúvidas. Diversas outras personagens igualmente interessantes estão presentes na trama e participam de suas vidas ativamente.
A trama, então, segue até o ápice da estória: O julgamento de Paige. Tudo retoma, mas agora, o leitor irá contar com total conhecimento dos fatos e não apenas os argumentos da promotoria. A doutora Taylor seria uma monstra assassina? Ou uma mulher misericordiosa? Por que ela o matou?
Descubra o que aconteceu com as belas residentes do Embarcadero neste envolvente thriller do aclamado autor Sidney Sheldon.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Resenha - À Procura dos Motivos
“À Procura dos Motivos” irá narrar a história de uma família composta de Carlos, sua esposa Adélia e sua filha Adriana. Fátima e Carmem são irmãs de Carlos.
Os cinco viajam à uma fazenda no interior, deixada de herança por seu pai falecido. O pai havia largado o emprego na capital, largara a família e saiu viajando pelo mundo até que se instalou nesta fazenda e constitui uma nova família. Cada capítulo do livro revela um dia que os cinco passam na fazenda, vivendo da tranquilidade e conhecendo pessoas e causos relacionados ao seu pai.
Cada dia é uma descoberta de um pai muito diferente que eles conheciam. Cada dia era uma busca, uma procura… Dos motivos que levaram seu velho pai a largar toda a vida e viver naquela fazenda, na casa sem luz elétrica e longe dos filhos e da ex-mulher…
“À Procura dos Motivos” foi considerado um dos mais bem escritos romances do autor Oswaldo França Júnior.
À Procura dos Motivos no Skoob
Oswando França Júnior no Skoob
Os cinco viajam à uma fazenda no interior, deixada de herança por seu pai falecido. O pai havia largado o emprego na capital, largara a família e saiu viajando pelo mundo até que se instalou nesta fazenda e constitui uma nova família. Cada capítulo do livro revela um dia que os cinco passam na fazenda, vivendo da tranquilidade e conhecendo pessoas e causos relacionados ao seu pai.
Cada dia é uma descoberta de um pai muito diferente que eles conheciam. Cada dia era uma busca, uma procura… Dos motivos que levaram seu velho pai a largar toda a vida e viver naquela fazenda, na casa sem luz elétrica e longe dos filhos e da ex-mulher…
“À Procura dos Motivos” foi considerado um dos mais bem escritos romances do autor Oswaldo França Júnior.
À Procura dos Motivos no Skoob
Oswando França Júnior no Skoob
Resenha - Brisingr
E a saga de Eragon, o Cavaleiro de Dragão chega a um fim!! Não, ainda não! Enquanto escrevia Brisingr, Paolini viu que não seria possível explicar tudo e encerrar a sua até então, trilogia neste volume.
Como vimos em “Eragon” e “Eldest”, o jovem Eragon cresce, aprende muitas técnicas, tanto de combate corporal, de magia, assim como aprende a essência de ser um Cavaleiro de Dragão. Seus laços com Saphira, ficam cada vez mais próximos.
“Brisingr” tem como subnome “As Sete Promessas de Eragon Matador de Espectros e e Saphira Bjartskular”. E “Brisingr” gira muito em torno dessas várias promessas que Eragon fez ao longo de sua jornada. Em algumas delas, ele se colocará de frente com seus ensinamentos, com o que acredita e inclusive com questões políticas seríssimas.
“O propósito da vida não é fazer o que desejamos, mas o que deve ser feito. É isso o que o destino nos demanda.” Oromis-elda
Como vimos em “Eragon” e “Eldest”, o jovem Eragon cresce, aprende muitas técnicas, tanto de combate corporal, de magia, assim como aprende a essência de ser um Cavaleiro de Dragão. Seus laços com Saphira, ficam cada vez mais próximos.
“Brisingr” tem como subnome “As Sete Promessas de Eragon Matador de Espectros e e Saphira Bjartskular”. E “Brisingr” gira muito em torno dessas várias promessas que Eragon fez ao longo de sua jornada. Em algumas delas, ele se colocará de frente com seus ensinamentos, com o que acredita e inclusive com questões políticas seríssimas.
“O propósito da vida não é fazer o que desejamos, mas o que deve ser feito. É isso o que o destino nos demanda.” Oromis-elda
Resenha - Eldest
“Eldest” é o segundo livro da Coleção “Herança” do jovem escritor Christopher Paolini. Em “Eragon”, conhecemos o jovem fazendeiro que por ironia do destino encontra um ovo de dragão. A partir daí, toda a sua vida, de seus familiares e de todos que vivem no vale Palancar muda drasticamente. Eragon faz uma grande viagem de ensinamentos e evolução pessoal até encontrar os Varden.
Até aí, ficamos admirados com a perseverança, coragem e a evolução de Eragon e Saphira. Mas nada que chegasse perto de tudo que Eragon viria a aprender e vivenciar em “Eldest”.
“Eldest” irá tratar de duas vertentes desta saga. A primeira aborda mais uma viagem do Cavaleiro. Desta vez em direção a Ellesméra, a capital da civilização dos elfos, no interior da floresta Du Weldenvarden. Ao chegar, Eragon recebe um treinamento árduo e contínuo em diversos aspectos. É aí que percebemos o quanto Eragon era inexperiente e despreparado. Suas vitórias e conquistas no primeiro livro foram apenas fruto da sorte? A segunda vertente da história se passa sobre Roran Garrowson, primo de Eragon. Roran nem sequer era um coadjuvante no primeiro livro, mas agora ele terá que lidar com as consequências que o ovo de Saphira trouxe ao aparecer subitamente na Espinha, próxima a Carvahall. Os Ra’zac voltam ao vale Pallancar em busca de maneiras de chegar a Eragon. E também é surpreendente a “jornada” que Roran irá traçar para lidar com todo esse problema inesperado.
Até aí, ficamos admirados com a perseverança, coragem e a evolução de Eragon e Saphira. Mas nada que chegasse perto de tudo que Eragon viria a aprender e vivenciar em “Eldest”.
“Eldest” irá tratar de duas vertentes desta saga. A primeira aborda mais uma viagem do Cavaleiro. Desta vez em direção a Ellesméra, a capital da civilização dos elfos, no interior da floresta Du Weldenvarden. Ao chegar, Eragon recebe um treinamento árduo e contínuo em diversos aspectos. É aí que percebemos o quanto Eragon era inexperiente e despreparado. Suas vitórias e conquistas no primeiro livro foram apenas fruto da sorte? A segunda vertente da história se passa sobre Roran Garrowson, primo de Eragon. Roran nem sequer era um coadjuvante no primeiro livro, mas agora ele terá que lidar com as consequências que o ovo de Saphira trouxe ao aparecer subitamente na Espinha, próxima a Carvahall. Os Ra’zac voltam ao vale Pallancar em busca de maneiras de chegar a Eragon. E também é surpreendente a “jornada” que Roran irá traçar para lidar com todo esse problema inesperado.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Resenha - Eragon
"Eragon" faz parte do “Ciclo da Herança”, sendo o primeiro da série do jovem escritoramericano Christopher Paolini. E o livro deixa o filme no chinelo!!!
Foi uma surpresa agradável e ao mesmo tempo deliciosa acompanhar a Saga (sim.. A viagem de Eragon é praticamente uma Saga).
Bom, o livro é ambientado na terra de Alagaësia (destaque para o mapinha que tem no livro, sem ele daria pra ficar perdidaço). Conta a história da ascenção e queda dos Cavaleiros de Dragões, arautos da justiça e mantenedores da paz nestas terras. O responsável pela queda dos Cavaleiros é Galbatorix, o atual Imperador de Alagaësia. O próprio é um Cavaleiro de Dragão e juntamente com seus aliados, caçou e exterminou os cavaleiros que não eram leais a eles. No entanto, seus aliados também foram mortos e ele era o único Cavaleiro e possuía em seu poder os últimos ovos de dragão.
Em oposição temos os Varden, um grupo ou facção quase secreta que conspira contra Galbatorix e representa a única esperança contra o domínio opressor do Imperador.
No meio disso tudo está Eragon… Um garoto de 16 anos, fazendeiro e caçador que encontra uma estranha pedra azul e a leva para casa do seu tio adotivo.
Foi uma surpresa agradável e ao mesmo tempo deliciosa acompanhar a Saga (sim.. A viagem de Eragon é praticamente uma Saga).
Bom, o livro é ambientado na terra de Alagaësia (destaque para o mapinha que tem no livro, sem ele daria pra ficar perdidaço). Conta a história da ascenção e queda dos Cavaleiros de Dragões, arautos da justiça e mantenedores da paz nestas terras. O responsável pela queda dos Cavaleiros é Galbatorix, o atual Imperador de Alagaësia. O próprio é um Cavaleiro de Dragão e juntamente com seus aliados, caçou e exterminou os cavaleiros que não eram leais a eles. No entanto, seus aliados também foram mortos e ele era o único Cavaleiro e possuía em seu poder os últimos ovos de dragão.
Em oposição temos os Varden, um grupo ou facção quase secreta que conspira contra Galbatorix e representa a única esperança contra o domínio opressor do Imperador.
No meio disso tudo está Eragon… Um garoto de 16 anos, fazendeiro e caçador que encontra uma estranha pedra azul e a leva para casa do seu tio adotivo.
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